quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010


Benny Hinn à beira do divórcio




O pastor Benny Hinn, ícone da teologia da prosperidade nos Estados Unidos, autor do best seller evangélico "Bom dia, Espírito Santo" e pastor do Centro Evangelístico em Orlando, Flórida, está passando por um péssimo momento. Suzanne Hinn, esposa do telepastor, entrou com pedido de divórcio na Suprema Corte da Cidade de Orange no dia 1 de fevereiro, alegando "diferenças irreconciliáveis".


Benny tem chamado a atenção da imprensa secular por conta do modo nababesco como vive. Segundo o portal OGalileo, o pastor também está na mira do senador Charles Grassley, republicano de Iowa, quem teria perguntando sobre gastos com aviões particulares, mansões a beira mar, omissões da diretoria e envolvimento em vários empreendimentos comerciais.


Conhecido mundialmente por suas ministraçoes excêntricas, as quais sempre terminam com um monte de gente caída no chão, o pastor é uma figura controversa, sempre confrontado pelos apologistas por causa dessas práticas estranhas. Ele é um dos maiores pregadores do triunfalismo e da teologia da barganha, segundo a qual Deus está “obrigado” a cumprir nossos melhores anseios, e nada pode dar errado na vida do crente. Por tudo isso, me parece no mínimo curioso que o maior ícone do triunfalismo esteja enfrentando esta desagradável situação.

Ao que parece, a teologia da prosperidade de Benny não pode prosperar o seu casamento, e agora o pastor encontra nessa vexatória condição.

Oremos pelos nossos irmãos

domingo, 21 de fevereiro de 2010

A Morte do EU


Delcio Meireles

"Você está disposto a desistir dos seus direitos?"
“Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16:24);
“(Jesus)... como um cordeiro que é levado ao matadouro... não abriu a sua boca” (Is 53:7);
“Estes são os que seguem o Cordeiro por onde quer que Ele vá” (Ap 14:4);
“(Eu) fui crucificado com Cristo, e vivo, não mais eu mas Cristo vive em mim” (Gl 2:20)
Em Lucas 14 o Senhor Jesus mencionou três vezes a frase: “não pode ser meu discípulo” (vs. 26, 27 e 33) A primeira condição é aborrecer pai, mãe, mulher, filhos, irmãos e irmãs e a própria vida (alma); a segunda é levar a própria cruz e seguir o Senhor; e a terceira é renunciar a tudo quanto possui. Diante disso, quantos crentes em Cristo são Seus discípulos? Precisamos negar o nosso Eu, carregar nossa Cruz, seguir o Senhor, ir para o matadouro sem abrir a boca, seguir o Cordeiro onde quer que Ele vá, mesmo para o matadouro: Isso é crucificação do Eu!
No nosso viver diário o Senhor prepara situações especiais para negarmos a nós mesmo, renunciarmos nosso direitos aborrecermos nossa alma (Eu), tomar nossa Cruz e segui-Lo. Vamos ver alguns exemplos de como isso acontece na prática:
1) Quando suportamos com amor e paciência qualquer confusão ou aborrecimento; quando enfrentamos o desperdício, a extravagância, a intolerância espiritual e reagimos como Jesus reagiu: Isso é morte do Eu!
Enquanto os outros parecem poder exaltar os seus feitos, sucessos e promover a si mesmos, o Espírito Santo não dará essa permissão a você. Eles podem falar sobre seus planos, mas se você tentar falar das boas obras que realizou, o Espírito Santo irá ferir sua consciência, convencendo você da loucura dos esforços humanos e fazendo com que você despreze a si mesmo e as boas obras que deseja exaltar.
2) Quando você nunca se preocupar em falar de si próprio numa conversa, ou de suas boas ações, ou provocar elogios; quando você puder amar verdadeiramente e ainda se manter desconhecido : Isso é morte do Eu!
Outros podem evidenciar-se ganhando enormes somas de dinheiro, tirando beneficio de casos incríveis, ou fazer investimentos no tempo certo; todavia o Senhor pode manter você na pobreza, a fim de que você se aproxime da imagem do Seu Filho. O seu negocio ou profissão pode não prosperar, problemas de saúde na família podem obrigá-lo a gastar muito dinheiro, podem minar seus recursos, ou os seus investimentos podem ficar em uma cotação tão baixa repentinamente. Deus pode levá-lo a uma dependência dEle total e absoluta, para que você possa experimentar a alegria de ver que o Senhor satisfaz as suas necessidades, dia a dia, a partir de um tesouro que não é visível mas que é ilimitado.
3) Quando você puder ver seu irmão prosperar, com todas as necessidades dele satisfeitas, e, honestamente, regozijar-se com ele sem sentir inveja ou questionar a Deus, enquanto suas próprias necessidades são muito maiores e sua situação é desesperadora : Isso é morte do Eu!
A outros podem ser concedidas honras; eles podem brilhar enquanto você trabalha para Deus na obscuridade. Você nunca é mencionado, mas eles recebem incentivos, elogios e abraços daqueles que os rodeiam. Por quê? Porque alguns dos frutos de qualidade mais excelentes para o Reino do Senhor só podem ser produzidos na obscuridade. Outros podem tornar-se importantes, enquanto você continua sendo insignificante. Ele pode permitir que outros realizem um trabalho para a eternidade, que recebam amplo crédito por isso, enquanto você trabalha horas sem fim, sem saber o que está a realizar. Então Ele fará com que o seu trabalho seja ainda mais precioso, permitindo que os outros recebam o credito pelos esforços que você fez. Você receberá a sua recompensa multiplicada, mas só quando o Senhor Jesus voltar!
4) Quando você for esquecido e negligenciado, desprezado ou evitado propositalmente e não ficar ferido ou magoado com os insultos e enganos, mas se sentir feliz em seu coração achando que vale a pena sofrer por amor a Cristo: Isso é morte do Eu!
Você que deseja ser como Cristo, pode notar o Espírito Santo mantendo-o sob vigilância, demonstrando assim o amor zeloso que Deus tem por você. Ele vai repreendê-lo pelas palavras vazias, sentimentos impróprios e tempo desperdiçado; entretanto os outros cristãos nunca parecem sofrer punições. Outros poderão aproveitar-se de você, abusando de sua boa vontade e quando você pedir recompensa poderão tratar você mal. Não compete a você perguntar porquê ou exigir uma resposta. Deus apenas procura que aceitemos a Sua soberania em nossas vidas, tendo Ele o direito de fazer o que Lhe agrada com Seus filhos.
5) Quando você puder receber correções e censuras de alguém que seja menos importante do que você e manter-se em humildade interior e exterior, sem que surja no seu coração qualquer sinal de revolta ou ressentimento: Isso é morte do Eu!
Se você estiver disposto a desistir dos seus direitos, a não ser compreendido por aqueles a quem você respeita e ser punido sem ter culpa nenhuma, pelo contrário, tornando-se escravo do Deus eterno, você verá bênçãos de Deus derramadas sobre a sua vida, o que acontece apenas com aqueles que têm honra de serem incluídos no grupo “íntimos” do Senhor, aos quais é revelado o “segredo” do Senhor.
6) Quando suas obras forem caluniadas e seus desejos contrariados, seus conselhos postos de lado, suas opiniões ridicularizadas e você não deixar que a ira se apodere do seu coração, ou mesmo quando você se recusar a defender, suportando tudo com paciência e silêncio amoroso: Isso é morte do Eu!
Se você deseja realmente ser como Cristo, precisa colocar um fim nessa questão de uma vez para sempre. Deus através do Seu Espírito possui o privilégio divino de prender sua língua, de amarrar suas mãos e de fechar os seus olhos. Ele pode conduzir o seu negócio, a sua posição social, sua família ou reputação, de uma maneira que Ele não faz com outros. Mas no fundo do seu coração, será que você vai reagir com humildade e prazer? Você vai permitir que Deus seja o Deus que Ele quer ser em você, fazendo com obediência aquilo que o seu Pai celestial quer que você faça? Você vai deixar de esperar que Deus trate você como Ele trata os outros cristãos, e agradecerá por estar proibido de fazer aquilo que ele permite aos outros?
7) Quando você estiver satisfeito com qualquer comida, oferta ou vestuário, qualquer clima, sociedade ou solidão e qualquer interrupção provocada pela vontade de Deus : Isso é a morte do Eu!
Quando o Deus vivo absorver você de tal forma que você venha a se regozijar com este tratamento fora do comum e sentir Sua presença, satisfação e prazer, descobrindo que você está feliz com o envolvimento único, pessoal e especial do Espírito Santo em sua vida, então você irá compreender que está vivendo no Espírito uma vida de qualidade que desafia qualquer explicação. Aí você saberá realmente, o que significa: A Morte do Eu!
Texto selecionado por Delcio Meireles
Site Preciosa Semente

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Tem coisas que não podemos deixar de saber como Cristãos


A RESPEITO DE COISAS QUE EU NÃO POSSO DEIXAR DE SABER

Você sabia que foi apenas no ano 190 d.C. que a palavra grega ekklesia, que traduzimos como igreja, foi pela primeira vez utilizada para se referir a um lugar de reuniões dos cristãos? Sabia também que esse lugar de reuniões era uma casa, e não um templo, já que os templos cristãos surgiram apenas no século IV, após a conversão de Constantino? Você sabia que os cristãos não chamavam seus lugares de reuniões de templos até pelo menos o século V? Você sabia que o primeiro templo cristão começou a ser construído por Constantino, sob influência de sua mãe Helena, em 327 d.C., às custas de recursos públicos, e sua arquitetura seguia o modelo das basílicas, as sedes governamentais da Grécia e, posteriormente, de Roma, e dos templos pagãos da Síria? Você sabia que as basílicas cristãs foram construídas com uma plataforma elevada acima do nível da congregação e que no centro da plataforma figurava o altar, e à sua frente a cadeira do Bispo, que era chamada de cátedra? Você sabia que o termo ex cathedra significa "desde o trono", numa alusão ao trono do juiz romano, e, por conseguinte, era o lugar mais privilegiado e honroso do templo? Você sabia que o Bispo pregava sentado, ex cathedra, numa posição em que o sol resplandecia em sua face enquanto ele falava à congregação, pois Constantino, mesmo após a sua conversão ao Cristianismo, jamais deixou de ser um adorador do deus sol? Você sabia que o atual modelo hierárquico do Cristianismo, que distingue clero e laicato, teve origem e ou foi profundamente afetado pela arquitetura original dos templos do período Constantino?

Você sabia que Jesus não fundou o Cristianismo, e que o que chamamos hoje de Cristianismo é uma construção religiosa humana, feita pelos seguidores de Jesus ao longo de mais de dois mil anos de história? Você sabia que o que chamamos hoje de Cristianismo está profundamente afetado por pelo menos três grandes eras: a era de Constantino, a era da Reforma Protestante e a era dos Avivamentos na Inglaterra e nos Estados Unidos? Você sabia que é praticamente impossível saber a distância que existe entre o que Jesus tinha em mente quando declarou que edificaria a sua ekklesia e o que temos hoje como Cristianismo Católico Romano, Protestante, Ortodoxo, Pentecostal, Neopentecostal e Pseudopentecostal?

Você sabia que os primeiros cristãos se preocuparam em relatar as intenções originais de Jesus com vistas a estender seu movimento até os confins da terra? Você sabia que este relato está registrado no Novo Testamento, mais precisamente nos Evangelhos e no livro de Atos dos Apóstolos? Você sabia que o terceiro evangelho, Evangelho Segundo Lucas, e o livro dos Atos deveriam formar no princípio uma só obra, que hoje chamaríamos de "História das origens cristãs"? Você sabia que os livros foram separados quando os cristãos desejaram possuir os quatro evangelhos num mesmo códice, e que isso aconteceu por volta de 150 d.C.? Você sabia que o título "Atos dos Apóstolos" surgiu nessa época, segundo costume da literatura helenística, que já possuía entre outros os "Atos de Anibal" e os "Atos de Alexandre"?

Nesse emaranhado de coisas que eu não sabia, três coisas eu sei. A primeira é que a crítica que o mundo secular faz ao Cristianismo institucional tem sérios fundamentos, ou como disse Tony Campolo: "Os inimigos estão parcialmente certos". A segunda coisa que sei é que nesta Babel que vem se tornando o movimento evangélico brasileiro, está cada vez mais difícil identificar a essência do Evangelho de Jesus Cristo, nosso Senhor. A terceira coisa que sei é que vale a pena perguntar aos primeiros cristãos o que eles entenderam a respeito de Jesus, sua mensagem, sua proposta de vida e suas intenções originais. Vale a pena voltar à Bíblia. Não há outra fonte segura de informação e formação espiritual, senão a Bíblia Sagrada, especialmente o Novo Testamento.

Convido você a nos acompanhar, a mim e ao Pastor Ariovaldo Ramos, nessa caminhada. Vamos dominicalmente ler e reler os livros de Lucas e dos Atos dos Apóstolos. Seja Deus nosso guia, mediante seu Espírito Santo, que nos leva a toda a verdade.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Um Memorial para todo servo de Jesus


No ultimo dia 14 de fevereiro tivemos a grata oportunidade de partir o pão ou ministrar a ceia pela manhã. Uma oportunidade impar para o santos de Deus que olham nesta hora somente para a misericordia de nosso SALVADOR E SENHOR, JESUS CRISTO!!
Faço destas linhas um apelo a voce que como servo de Cristo já ha muito não se preocupa em estar com os irmãos para congregar e reunir. Jamais se esqueça o Senhor está voltando e a Ceia que a ele pertence é um convite para esta reflexão.

Pense nisto!!
Como esta sua vida Espiritual???
Qual a temperatura dela nesta data?

Nele que nos chama para ser quentes a tempo e fora de tempo

Pr Carlos Eduardo

Uma frase que esta manhã me edificou e compartilho com meus irmãos...



“A Semente é um retrato da minha FÉ. O que você fizer acontecer na Casa de Deus, Deus fará acontecer em sua casa...”

Mike Murdok

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Coisas da Espiritualidade da Nossa Geração com um Pingo de Verdade


É Carnaval: Uebaaaa!

Por Clovis Cabalau

“O Carnaval é como uma religião. Ir atrás do trio é como ir à igreja”. Essa foi mais ou menos a declaração recente do cantor e ex-ministro da cultura Gilberto Gil, definindo sua paixão pela folia de Momo.Ouvi a ‘pérola’ do baiano ilustre, quis reagir de forma desaforada, mas controlei-me. Horas depois, conclui: “E não é que a frase do Gil pode ter lá um fundo de verdade”.
Senão vejamos: culturalmente falando, o Carnaval no Brasil é um período marcado pela liberalidade no qual “tudo é permitido”. Um tempo para extravasar a alegria e “soltar a franga” [alguns levam isso ao extremo, diga-se de passagem]. Vale tudo nessa época do ano, pregam os carnavalescos de plantão.
E o que a igreja tem a ver com isso? Tudo a ver. Façamos um comparativo [arriscado, admito] entre a igreja e um trio elétrico, como nos propõe o nosso intelectual ex-ministro. Tanto o trio quanto as igrejas têm na música um de seus atrativos principais. Responda sinceramente: as igrejas do século XXI estariam cheias do jeito que estão não houvesse o apelo da música evangélica e a profissionalização dos ministérios de louvor? No século XIX, Moody atraiu uma multidão de vidas para Jesus à base de Escola Bíblica Dominical. Palavra pura. Mas hoje, não consigo ver uma multidão de jovens empolgada a ir à igreja para assistir a uma aula sobre a Bíblia.
Tudo bem, reconheço que os louvores de hoje têm sido instrumento, até certo ponto, poderoso em favor do Reino, mas a discussão não é essa agora. Voltemos ao paralelo trio/igreja. Em ambos, corre-se o risco da idolatria. Enquanto multidões ensandecidas se espremem atrás do trio da Ivete Sangalo, multidões de crentes se acotovelam em busca da “bênça” do “profeta” “fulano-de-tal-do-fogo-puro”, da “Igreja do Milagre Obrigatório”. Ouvi dizer que tem crente brigando até por suor de pastor por aí! Se isso não for idolatria, não sei o que o é.

Na linha do “tudo pode”, igreja e trio tornam a se assemelhar. Enquanto os foliões beijam muuuiiinnntooo atrás do trio, tem crente beijando muuuuiiiiitooo por detrás dos panos. Afinal “tudo me é lícito, mas nem tudo me...” ah, o resto não importa, ninguém vai saber mesmo.

Em suma, o perigo é que muitos de nós temos encarado a igreja como Gil, tal e qual o Carnaval: um lugar para se divertir, paquerar, botar a máscara e cair na folia. Mas tem uma diferença vital. No Carnaval, depois dos três dias de fantasia muitos têm o desprazer da ressaca da vida real. Já na igreja, o “carnaval” pode durar toda uma vida, caso não tiremos a máscara - ou a venda dos olhos, como queiram - para enxergar Aquele que nos faz livre para viver a eterna folia da presença de Deus.

Uma analise muito interessante da nossa Geração

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Pelo Fogo...



Um colecionador foi visitar uma porcelanaria para ver como se fabricavam as delicadas peças de porcelana que tanto apreciava. Viu, então, verdadeiros artistas fazendo desenhos pequeníssimos e cheios de detalhes nos vasos. Pensando que estivesse pronto o trabalho, apontou para aquele de que mais gostava e disse que iria levá-lo.
- Mas ainda não está pronto – respondeu-lhe o artista.
- Ainda falta o quê?
- Fogo – respondeu-lhe, e colocou o vaso em um forno. Depois explicou ao homem que se a peça não passar pelo fogo, o colorido não dura. É impossível evitar isso.
Na vida espiritual ocorre o mesmo. Tudo o que Deus “pinta” em nós, sejam verdades, revelações ou experiências espirituais, precisa passar pelo fogo para que se torne permanente. De nada vale o vaso apenas ter uma bonita pintura se ela não é permanente. Do mesmo modo, não há utilidade naquilo que você recebeu de Deus apenas com euforia ou alegria. Quando está alegre, parece tão óbvio que Deus o ame e cuide de sua vida, mas é nos momentos de provação e sofrimento que essa verdade será queimada em você de maneira definitiva.
Deus precisa levá-lo ao forno para que aquilo que Ele deu não se perca. É impossível evitar isso.

Livro: Doze Cestos Cheios, vol.4
Que tenhas uma semana REINANDO EM VIDA EM JESUS!
Pr. Carlos/Alexandra (leca) e Lucas

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O "Jesus" que Jesus não conhece!!!

Todos os dias encontro pessoas que vivem como bem entendem, mas desejam assim mesmo as bênçãos do Evangelho.
O ardil é simples:
A pessoa não lê a Palavra [exceto em reuniões públicas e a fim de basear o discurso de algum pregador], não conhece Jesus [exceto como nome poderoso nas bocas dos faladores de Deus], não ora [exceto dando gritos de apoio às orações coletivas], não pratica a Palavra [exceto a palavra do profeta do grupo, ou do bispo ou autoridade religiosa da prosperidade ou da maldição], não se compromete com o Evangelho [exceto como dízimo e dinheiro no “Banco de Deus”: a “igreja”]; e, de Jesus, nada sabe; pois, de fato, nada Dele experimenta [exceto como medo].
Entretanto, a pessoa fica pensando que o Evangelho que ela nem sabe o que é haverá de abençoá-la em razão de que ela está sempre no “endereço de Deus”: o templo da “igreja”.

Assim, vivem como pagãos em nome “de um certo Jesus” que não é Jesus conforme o Evangelho; e, mesmo assim, seguem “um evangelho” que não é Evangelho, para, então, depois de um tempo, acharem que o Evangelho não tem poder, posto que acham que já o provaram e de nada adiantou; sem saberem que de fato deram suas vidas a uma miragem, a um estelionato, a uma fantasia de “Deus”.
Milhões pronunciam o nome de Jesus, mas poucos o conhecem numa relação pessoal!
Na realidade o que vejo são pessoas estudando teologia sem conhecerem a Deus; entregando-se ao ministério sem experiência do amor de Deus em si mesmas; brigando pela “igreja” [como grupo de afinidades] sem amarem o Corpo de Cristo em seu real significado; pregando “a mensagem da visão da igreja” julgando que tem algo a ver com a Palavra de Jesus [apenas porque o nome “Jesus” recheia os discursos].
E mais: os que aparentemente sabem o que é o Evangelho e quais são as suas implicações, ou não querem as implicações para as suas vidas pessoais, ou, em outras ocasiões, não querem a sua pratica em razão de que ela acabaria com o “poder” de bruxos que exercem sobre o povo.

Assim, vão se enganando enquanto enganam!

O final é trágico: vivem sem Deus e ensinam as pessoas a viverem na mesma aridez sem Deus na vida!

O amor à Bíblia como livro mágico acabou com o amor à Palavra como espírito e vida!

Não se lê mais a Palavra. As pessoas levam a Bíblia aos “cultos” apenas para figurar na coreografia e na cenografia da reunião — nada mais!

Oração em casa, sozinho, com a porta fechada, e como algo do amor e da intimidade com Deus, quase mais ninguém pratica!

Ora, enquanto as pessoas não voltarem a ler a Palavra, especialmente o Novo Testamento, jamais crescerão em entendimento e jamais provarão o beneficio do Evangelho como Boa Nova em suas vidas.

Há até os que depois de um tempo julgam que o Evangelho é fracassado em razão da “igreja” estar fracassada.

Para tais pessoas a “igreja” não é apenas a “representante de Deus”, mas, também, é o próprio Evangelho!

Que tragédia: um Deus que se faz representar pelo coletivo da doença do “Cristianismo” e que tem “igreja” a encarnação de um evangelho que é a própria negação do ensino de Jesus!

O que esperar como bem para tal povo?

Ora, se não tiverem o entendimento aberto, o que lhes aguarda é apenas frustração, tristeza e profundo cinismo.

Quem puder entender o que aqui digo, faço-o para o seu próprio bem!



Nele, que não é quem dizem que Ele é,

Este artigo me edificou muito, e espero amado leitor que também te edifique

Pr Carlos Eduardo Franco OLiveira

Retirado do site do Pr Caio Fabio

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Para todos que estão cansados!!!


Hoje, apesar do sol claro e lindo,

Da brisa suave entre as folhas,

Do sorriso maroto dos meninos na calçada,

Eu me senti cansada.

E até pensei, de forma equivocada,

Em parar, sumir, correr e desistir.

Cansada de ouvir lamentações,

Pedidos repetidos de orações.

Cansada de cobranças e desconfianças.

Cansada de ser pobre,

Abraçar pobre, cuidar de pobre,

Acreditar que pobre tem alma,

Enquanto há tantos ricos, fervorosos,

Abençoados, poderosos.

Para quem, ser pobre, estar apertado,

É coisa do inferno, é pecado.

Estou cansada do sincretismo,

Da Bíblia marcada com folhas de arruda.

Da troca do anjo que falhou na ajuda.

Estou cansada de ver gente rolando,

Pulando, gritando, sapateando

Com sapatinhos de fogo.

E, cansada deste jogo,

Senti vontade de parar.

E então, quando me pus a pensar,

Lembrei que o diabo não pára

E, sempre se prepara

Para roubar, matar e destruir.

E eu resolvi seguir.

Sabendo que há pranto em cada canto.

Na cidade bela,

No palácio, na favela.

Não posso desistir

Se há tantos que não podem sorrir

E tantos que só sabem chorar...

Estou cansada de ver poderosos na tela,

Bailarinos no altar,

"Inebriados", "embriagados", no templo.

E, em nenhum momento,

Souberam o que é o lamento

De quem vive na rua

Sob o sol, sob a lua.

No frio e no calor,

Convivendo com o ódio,

Sem conhecer o amor,

Sem nunca ouvir dizer:

Que o amor tanto crê

Tudo sofre, e espera.

Que o amor não se ufana

Não destrói, não engana.

Estou cansada de ver

Templos cheios de santos

Que têm mãos, mas não servem.

Têm pés, mas não andam,

Têm olhos, mas não vêem.

Têm ouvido, mas não ouvem.

Têm coração, mas não amam.

Têm bens, mas não repartem.

Estou cansada, mas vou continuar.

Porque a minha caminhada está perto de acabar...

E o dono da lavoura vai voltar.


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Esmeralda Campelo Vilela, 76 anos, casada há 56, 6 filhos e 19 netos (dos quais 8 são pastores), e 6 bisnetos, filha do primeiro missionário brasileiro a trabalhar com indígenas no Brasil (Zacarias Campelo), é pastora da Comunidade Evangélica Betesda, em Belo Horizonte, e presidente da Fundação Esmeralda Campelo, uma instituição filantrópica que abriga mais de 360 crianças de Contagem, MG.