sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Os 3 leões "Uma ilustração edificante"



Numa determinada floresta havia 03 leões. Um dia o macaco, representante eleito dos animais súditos, fez uma reunião com toda a bicharada da floresta e disse:
- Nós, os animais, sabemos que o leão é o rei dos animais, mas há uma dúvida no ar: existem 03 leões fortes. Ora, a qual deles nós devemos prestar homenagem? Quem, dentre eles, deverá ser o nosso rei?
Os 03 leões souberam da reunião e comentaram entre si:
- É verdade, a preocupação da bicharada faz sentido, uma floresta não pode ter 03 reis, precisamos saber qual de nós será o escolhido. Mas como descobrir?
Essa era a grande questão: lutar entre si eles não queriam, pois eram muito amigos.
O impasse estava formado. De novo, todos os animais se reuniram para discutir uma solução para o caso. Depois de usarem várias técnicas de reuniões, eles tiveram uma idéia excelente. O macaco se encontrou com os 03 felinos e contou o que eles decidiram: - Bem, senhores leões, encontramos uma solução desafiadora para o problema. A solução está na Montanha Difícil.
- Montanha Difícil? Como assim?
- É simples, ponderou o macaco. Decidimos que vocês 03 deverão escalar a Montanha Difícil. O que atingir o pico primeiro será consagrado o rei dos reis.
A Montanha Difícil era a mais alta entre todas naquela imensa floresta. O desafio foi aceito. No dia combinado, milhares de animais cercaram a Montanha para assistir a grande escalada.
O primeiro tentou. Não conseguiu. Foi derrotado.
O segundo tentou. Não conseguiu. Foi derrotado.
O terceiro tentou. Não conseguiu. Foi derrotado.
Os animais estavam curiosos e impacientes, afinal, qual deles seria o rei, uma vez que os 03 foram derrotados? Foi nesse momento que uma águia sábia, idosa na idade e grande em sabedoria, pediu a palavra:
- Eu sei quem deve ser o rei!!! Todos os animais fizeram um silêncio de grande expectativa.
- A senhora sabe, mas como? Todos gritaram para a águia.
- É simples, confessou a sábia águia, eu estava voando entre eles, bem perto e, quando eles voltaram fracassados para o vale, eu escutei o que cada um deles disse para a montanha.
O primeiro leão disse: Montanha, você me venceu!
O segundo leão disse: Montanha, você me venceu!
O terceiro leão também disse: Montanha, você me venceu, por enquanto! Mas você, montanha, já atingiu seu tamanho final, e eu ainda estou crescendo.
A diferença, completou a águia, é que o terceiro leão teve uma atitude de vencedor diante da derrota e quem pensa assim é maior que seu problema: é rei de si mesmo, está preparado para ser rei dos outros.
Os animais da floresta aplaudiram entusiasticamente ao terceiro leão que foi coroado rei entre os reis.


MORAL DA HISTÓRIA:

Não importa o tamanho dos problemas ou dificuldades que você tenha; seus problemas, pelo menos na maioria das vezes, já atingiram o clímax, já estão no nível máximo, mas você não. Você ainda não chegou ao limite de seu potencial e performance. A Montanha das Dificuldades tem tamanho fixo, limitado. E, lembrem daquele ditado: "Não diga a Deus que você tem um grande problema, diga ao problema que Você tem um GRANDE DEUS!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Uma carta escrita recentemente para Caio Fabio

DEUS” COMO DIABO E O DIABO COMO “DEUS”

Muita gente me escreve de fato na dúvida, querendo uma confirmação...
Outros, no entanto, escrevem querendo uma validação para o que já decidiram.
Outros ainda escrevem por estarem mesmo completamente perdidos, sem saber o que fazer.
Há ainda os que escrevem apenas por curiosidade, desejosos de apenas saberem o que digo, às vezes até para discutirem com outros...
Respondo a tudo o que consigo, com todo amor. Aliás, somente separar o tempo, no meio de tantas coisas, para responder cartas e cartas, creia, somente se for pela força do amor, pois, muitas vezes, a alma fica sem ânimo ante um trabalho sem fim.
Quando leio uma carta, em geral vejo que a própria carta já trás consigo a própria resposta que a pessoa carece.
Entretanto, a pessoa menciona a solução como problema ou impossibilidade da vontade de realizar.
Sim! A maioria sabe o que fazer, mas apenas não o deseja ou diz que não consegue por não querer conseguir.
Isto porque quando se está tomado pela força do desejo, da paixão, da fixação orgulhosa ou do egoísmo inflexível, fica-se cego para tudo aquilo que, de outra forma, saberíamos exatamente o que é e como proceder.
Ora, isto apenas mostra que grande parte do que nós chamamos “meu problema”, quase sempre deveria ser chamado apenas de “meu desejo”.
Então, nesse caso, estabelece-se a luta entre a consciência fragilizada e o desejo ou a idéia fixa; e, quase sempre o desejo vence para a problematização e a infernização da vida da pessoa.
Afora os problemas que envolvem circunstancias complexas ou problemas mentais, os demais são apenas caminhos criados pelo desejo.
E mais: quando não são criados pelo desejo são criados pela necessidade moldada pelo grupo a que se pertence, no caso, a “igreja”.
Sim! A maior parte dos problemas que aqui trato ou respondo, são problemas que decorrem do sexo reprimido, e que, uma vez solto, descaceta a pessoa e a põe como que ladeira abaixo... sem controle e de modo completamente compulsivo.
Então, quando não seja sexo o problema, no entanto, quase sempre os demais problemas decorrem da culpa herdada pelos excessos neuróticos da “igreja”.
Uma pessoa “de fora” lê as angustias aqui expressas por muitos, e não entende nada. Algumas me escrevem querendo saber se, caso se convertam, ficarão com aquelas mesmas seqüelas dos crentes.
Ao respondê-las sobre isto digo “não”.
Digo que dependerá do que a pessoa tiver na mente, de que grupo freqüente, e, sobretudo, de como se fundamente a fé da pessoa, se na Palavra de Deus ou nas doutrinas dos homens.
O fato é que o Evangelho mesmo, sozinho, sem “igreja” e sem “doutrinação moral”, jamais poderia fazer mal a ninguém.
E mais: sem os “pastores-lobos” ou sem os “pastores-perdidos”, nenhuma pregação do Evangelho criará nada na pessoa que não seja vida e paz.
Porém, o uso errado do Evangelho, misturado com toda essa confusão de “igreja”, adoece a alma tanto ou mais que uma boa macumba, posto que tudo seja feito em nome de Jesus, o que faz com que a alma se perturbe mais do que quando pratica a mentira em nome do diabo.
Macumba faz menos mal à mente do que uma crença cristã sem Deus.
Sim! Pois na macumba ninguém vai pensando em bondade ou em Deus. Lá tudo é como é; ou seja: existe a franqueza do objetivo maldoso e manipulador.
É melhor lidar com o diabo como diabo do que com o diabo como “Deus”, que é o que acontece na crença cristã sem Deus, sem Jesus e sem Evangelho.
Digo isto porque pior do que o diabo é “Deus” como um diabo.
Ora, a maioria dos crentes, na prática, lida com “Deus” como diabo e com o diabo como “Deus”.
“Deus” como diabo porque o “Deus” dos crentes é tão cheio de venetas malucas e perversas como um diabo.
Diabo como “Deus” porque o diabo dos crentes é, na prática, em geral mais poderoso do que “Deus”.
Assim, o “crente” segue oprimido por “Deus” e pelo diabo; e mais: pelo “diabo” dos “crentes”, que é mais poderoso do que o diabo real.
Ora, a maior dificuldade do Evangelho no coração dos crentes viciados em “Deus” como diabo e no diabo como “Deus” está no fato de que eles não sabem fazer a diferença.
Sim! Deus e o diabo se parecem muito na cabeça dos “crentes”.
Na maioria das vezes o que distingue um do outro é apenas o discurso, pois, na prática, eles, “Deus e o diabo”, se parecem muito.
Ora, tal ambigüidade e ambivalência em Deus e no diabo é o que faz a devoção dos crentes um exercício de medo e pânico.
Por isto os “crentes” não gostam de silencio, nem de quietude e nem de culto sem muita agitação, pois, no silencio mora a indefinição entre “Deus” e o “diabo”.
Se você não entendeu ainda nada, digo:
Quando você se converter entenderá então tudo o que estou dizendo e verá tudo com extrema clareza.
Até lá, todavia, fica a dúvida, a qual eu provoco em você na intenção de ver se sua mente fica livre do “Deus/diabo” e do “diabo/Deus”.

Pense nisto!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Poema lindo!!!

Desde Betânia

Desde Betânia, quando nos deixaste,Saudade imensa inundou meu ser.Não tenho mais tocado a minha harpa –Como tocar, se a Ti não posso ver?Na solidão da noite tão profunda,Fico em silêncio e calmo a meditarNessa distância, pois de mim tão longe estásE há quanto tempo prometeste regressar!

Sem lar, recordo Tua manjedoura,Olhando a cruz não posso me alegrar.E Tu me lembras o meu lar futuro,Mas é a Ti quem mais quero encontrar.Sem Ti não tem sabor minha alegria;Doçura, encanto, aos hinos vêm faltar,Vazios são meus dias, pois aqui não estás.Senhor, Te peço, não demores a voltar.

Embora aqui Tua presença eu goze,De Ti saudade estou sempre a sentir.Mesmo gozando o Teu amor imenso,Anseio pelo dia em que hás de vir.Mesmo na paz me sinto tão sozinho;Por Ti suspiro em meio do prazer.Jamais minha alma tem satisfação total,Pois o Teu rosto amado não consigo ver.

Com sua terra sonha o peregrino,Com sua pátria, o exilado, além.Distante, o noivo pensa em sua amada.De amados pais, saudade os filhos têm.Assim também anelo ver Teu rosto,Ó meu querido e amado Salvador.Ah! se eu pudesse, agora, a Tua face ver!Té quando esperarei por Ti, ó meu Senhor?

Tu lembras que buscar-me prometeste,E junto a Ti em breve me levar?Mas tantos dias e anos já passaram,Cansado estou e peço-Te lembrar.Tuas pegadas vejo tão distantes,E quanto tempo ainda vai passar?Ansioso clamo a Ti, e peço, ó Salvador:Oh, não demores! Vem, Senhor, me arrebatar.

O dia nasce e morre, e assim as noites.E quantos santos já não estão aquiTanto esperaram pela Tua volta,E há muito tempo estão dormindo em Ti.Ó meu Senhor, por que não Te manifestas?Espesso véu está a Te ocultar –Quantos remidos Teus estão a Te esperar!Será que a nossa espera não vai mais findar?

Sei que também anseias por voltaresE arrebatar os redimidos Teus.Por isso peço não mais demorares;Depressa vem levar-nos para Deus.Ó vem, Senhor, a Tua Igreja clama;Não ouves Tua Noiva a Te chamar?Olhando o céu, saudosa, diz a suspirar:“Amado Noivo, não demores a voltar!”

Aguardando a volta do Senhor Jesus...